A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat publicaram, duas notas técnicas sobre a NFe e a NFCe
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Dólar cai pelo quinto dia seguido e fecha a R$ 2,009
O dólar comercial fechou em baixa hoje pelo quinto dia seguido, acumulando desde a última sexta-feira uma desvalorização de 1,28%.
A taxa mínima do dia foi de R$ 2,007. É o menor valor da moeda americana ante o real desde 1º de outubro de 2008. No acumulado do mês, o dólar comercial registra queda de 8,18% e do ano, -13,96%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar à vista recuou 0,35% hoje e fechou o pregão cotado a R$ 2,008, na taxa mínima registrada durante todo o dia. Ao contrário de ontem, quando por breve instante caiu para R$ 1,998, em nenhum momento hoje a moeda foi negociada abaixo de R$ 2,00.
O cenário externo favorável colaborou nesta quinta-feira, com os investidores posicionados na "venda" no mercado de derivativos de câmbio e amparou a continuidade da pressão para a queda da moeda à vista visando o enfraquecimento da taxa Ptax (média das cotações à vista ponderada pelo volume de negócios). A Ptax de venda de amanhã, dia 29 de maio, será usada na segunda-feira, 1º de junho, para liquidação do contrato futuro de dólar de junho na BM&F, além de servir de referência para os ajustes dos vencimentos de swap (tradicional e reverso) e opções. Quanto mais perto de R$ 2,00 ou abaixo desse patamar ficar a Ptax de amanhã, maior deverá ser o retorno financeiro dos investidores "vendidos" (que apostam na queda das cotações) no mercado futuro.
Embora tenha iniciado o dia em alta de 0,74%, cotado a R$ 2,03, o dólar comercial devolveu os ganhos rapidamente e passou a cair, em sintonia com a oscilação em baixa na sessão do vencimento de dólar para 1º de junho. Este comportamento da moeda foi assegurado pela valorização dos principais índices do mercado de ações dos EUA, impulsionados pelo avanço dos papéis de empresas ligadas aos setores de energia e financeiro e pela demanda relativamente forte observada mais cedo em um leilão de títulos do Tesouro norte-americano, fator que amenizou os receios de oferta excessiva de títulos no mercado. As Bolsas de Nova York encerraram com altas superiores a 1%. Por tabela, a Bolsa brasileira terminou com ganho de 2,41%, na pontuação máxima e acima dos 53 mil pontos, aos 53.040,74 pontos.
Diante da movimentação para enfraquecer antecipadamente a taxa Ptax, o leilão de compra de dólares feito à tarde pelo Banco Central não ajudou nem mesmo a conter parte da baixa das cotações. Após a atuação da autoridade monetária, o dólar renovou as mínimas do dia. A taxa de corte no leilão do BC foi de R$ 2,013 por dólar.
As declarações de ontem do presidente do BC, Henrique Meirelles, relativas à eventual taxação de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital estrangeiro que ingressar no País, não influenciaram as decisões de negócios hoje, afirmaram os operadores consultados em corretoras e bancos. O operador de câmbio José Carlos Amado, da Renascença Corretora, disse que essa possibilidade, que foi negada por Meirelles, parece não condizer com o momento favorável do País, uma vez que o fluxo financeiro positivo que vem sendo registrado reflete o aumento da confiança dos investidores estrangeiros no País, além do interesse desses players no diferencial de juros interno e externo e no potencial de valorização da Bovespa. "Se o País tivesse juro alto, mas não inspirasse confiança, não iria atrair recursos externos", avaliou. De todo modo, o assunto ficará na mira do mercado.
Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, recomendou indiretamente ao BC comprar mais dólares. Em audiência pública no Senado, Mantega disse que o País precisa aproveitar a entrada de dólares para reforçar suas reservas. De acordo com Mantega, já ficou provado que ter reservas é um bom negócio para o País, porque reduz a vulnerabilidade externa em momentos de crise. "O Brasil pode ter reservas mais elevadas que US$ 205 bilhões e temos que caminhar para isso", afirmou.
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